Informações de Hospital Veterinário da UFMT suspende atendimentos após decisão de corte de benefícios salariais
Hospital Veterinário da UFMT suspende atendimentos após decisão de corte de benefícios salariais
A unidade está com as atividades suspensas desde quarta (3) e não tem previsão de retomada, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf).
O Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu os atendimentos devido a uma decisão de corte e revisão do benefício de insalubridade no salário dos profissionais dos que atuam no local. As atividades estão suspensas desde quarta (3) e não tem previsão de retomada, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf).
Em nota, a UFMT informou que não houve suspensão indevida nas concessões de insalubridade dos profissionais do Hospital Veterinário do Câmpus de Cuiabá.
“A justificativa apresentada nos novos laudos de insalubridade é que os professores não necessitam dos atuais percentuais de insalubridade, já que sua função principal é dar aula e não fazer o atendimento. Assim, eles decidiram manter apenas o atendimento interno”, destacou a coordenadora administrativa do Sintuf, Marilin Castro.
Segundo o Sintuf, o processo de revisão já havia sido feito e implantado para os trabalhadores técnico-administrativos.
A Faculdade de Medicina Veterinária (Favet) informou que, para não prejudicar a carga horária semanal dos médicos veterinários residentes, técnicos administrativos e prestadores de serviços terceirizados, mas principalmente pela saúde dos pacientes, o atendimento aos animais já internados será mantido, bem como será permitida a alta dos pacientes, caso necessário.
Corte de bolsas
No começo de abril, a unidade também suspendeu os atendimentos, incluindo os de urgência e emergência, devido à paralisação dos residentes que trabalham na unidade. Os profissionais afirmaram que estavam sem receber a bolsa desde março e passam por dificuldades.
Os estudantes afirmaram ao g1 que trabalharam com dedicação exclusiva à universidade, com a carga de 60 horas semanais e que, no momento de receber, foram informados de que o pagamento seria feito somente em maio.
Falta de pagamento
Na última semana de março, um grupo de estudantes ocupou o prédio da reitoria em protesto contra o corte de R$ 2 milhões em assistência estudantil aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).
Segundo o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Wesley da Mata, o corte anunciado vai impactar 400 auxílios dos estudantes.