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Informações de Comunidade quilombola contribui para preservação de Reserva da Baía do Iguape e luta por liberdade e reconhecimento

Comunidade quilombola contribui para preservação de Reserva da Baía do Iguape e luta por liberdade e reconhecimento

Local fez parte da resistência pela Independência do Brasil na Bahia, que completa 200 anos. Conheça a história dos moradores que são grandes aliados da natureza.

01/07/2023 ás 08:16:00

Fonte: Por Globo Repórter

Globo Repórter desta sexta-feira (30) visitou o Recôncavo Baiano, que foi palco de confronto entre brasileiros e portugueses na busca pela chamada Independência do Brasil na Bahia, que está completando 200 anos. Na Baía do Iguape, uma população quilombola resiste como aliada da natureza e da biodiversidade local.

No entorno da baía, ruínas e armas de um tempo de luta ainda fazem parte da paisagem do local que abriga mais de cinco mil famílias que vivem na Reserva Extrativista da Baía do Iguape.

De acordo com a gestora da reserva, Rafaela Farias, os moradores locais contribuem para as boas condições ambientais.

 

"A gente considera, inclusive, que o estado de conservação desse território é uma consequência das formas de saber, de viver, de fazer das famílias que colabora com a conservação e que tem uma relação extremamente respeitosa com a natureza recursos naturais, que eles dependem para suas sobrevivências", fala.


A pureza das águas, inclusive, atraiu mais de 100 golfinhos que hoje vivem na baía. E essa busca pela liberdade e viver bem que também impulsionou os antepassados dos quilombolas que partiram para formar a vida no Iguape. Mas a luta não terminou até hoje.

 

"Eles continuam lutando pelas suas terras e contra determinados impactos ambientais que ainda sofrem. Ter o ambiente para pescar, mariscar, ter o caranguejo para pegar para vender ou para comer é uma forma de garantir a sua liberdade", completa Rafaela.

 

Com dois relógios, 'Seu Sumido' é o líder quilombola da região

 

O líder dos quilombolas da Baía do Iguape é o ‘Seu Sumido’, que usa dois relógios (um em cada pulso) para nunca perder a hora. Nem a de chegar ou a de partir. Mas, da Reserva Extrativista do Iguape, ele não sai mais.

 

"Aqui é o céu. Aqui é o pai, a mãe, a tia, a avó, o avô, o bisavô. É tudo para nós isso aqui. É daí que nós tiramos nosso sustento do manguezal e da roça", fala ao Globo Repórter.