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Com exemplos de Vini Jr e Rodrygo, Gabi Nunes investiu em equipe de performance particular para ir à Copa
Após perder momentos importantes por lesões com a Seleção, atacante decidiu contratar fisioterapeutas, analista de desempenho e psicólogo para trabalho individual até o Mundial
O gol às vésperas do começo da Copa do Mundo no amistoso diante do Chile no último domingo tem um significado muito importante para Gabi Nunes. Convocada por Pia Sundhage e integrando a delegação na Austrália, a atacante passou por uma série de lesões que a afastaram no passado de vestir a camisa da Seleção em grandes competições. Na Copa América, acabou ficando fora por uma lesão no posterior da coxa esquerda. Entendeu que não poderia correr mais riscos. Contratou uma equipe com profissionais de diversas áreas, da fisioterapia à psicologia, e investiu tendo como foco a Copa do Mundo. Ela conta que viu que muitos atletas do masculino na Espanha faziam e se espelhou principalmente em Vini Jr e Rodrygo para garantir esse apoio no desenvolvimento da sua performance.
- Quando eu cheguei na Espanha eu vi que tinha muito trabalho individual. Os atletas fazem muito. Eu acompanhei o Vinícius Júnior lá um pouco mais de perto. O Rodrygo, então eu vi que eles trabalhavam essa parte. Então decidi ter. Depois que fui convocada de novo, queria estar na minha melhor performance. Aí decidi montar uma equipe para ir comigo até a Copa do Mundo. Chamei algumas pessoas para trabalhar comigo, como um fisioterapeuta que é do masculino do Atlético de Madrid. Tive uma lesão antes da Copa América e não queria sofrer mais com lesão. Então eu chamei ele, um preparador físico pessoal também do Atlético de Madrid. Eu treinava com ele umas 3 vezes na semana. Eu treinava todo dia de manhã e fazia mais o treino à tarde, academia na parte de movimentos que é importante, mobilidade. Movimentos que eu tinha não perdido, mas como você machuca, você acaba demorando um pouco para voltar a fazer esses movimentos. Eu também tenho um psicólogo. Faço sessões com ele toda semana até mesmo para preparar a minha mente porque a gente sabe que a Copa do Mundo é uma pressão enorme - disse Gabi Nunes em entrevista exclusiva.
O cuidado seguiu com outros profissionais. Para melhorar seu posicionamento em campo e aproveitar melhor as oportunidades, também contratou um analista de desempenho individual. Nos vídeos, como se portar diante de zagueiras específicas e até mesmo um estudo para entender onde a goleira da Inglaterra, Mary Earps, iria defender os pênaltis em uma possível decisão na Finalíssima. Gabi Nunes não teve a chance pelas cobranças terem terminado antes, mas estaria preparada.
- Chamei um analista de desempenho que faz vídeos e temos reuniões. Queria para saber melhor movimentos de quem você vai enfrentar. No meu caso, algumas zagueiras. Eu tinha o vídeo individualizado ali. Quais falhas a zagueira rival pode ter? Onde eu posso entrar? Onde eu posso ganhar a frente, onde eu posso fazer o gol? Então isso me ajudou muito, até mesmo no último jogo contra a Inglaterra. Sabia que talvez eu entraria para bater o pênalti que eu era a última ali para bater, mas eu chegou. Então, eu já tinha pedido para ele um estudo sobre a goleira inglesa. Onde ela pulava mais? O melhor lado, onde pulava.
O investimento custou caro, praticamente metade do seu salário, mas ela viu desde o princípio como um investimento para saltos maiores na carreira. E assim aconteceu.
- Todas essas coisas me ajudaram muito, então eu resolvi investir. Gastei a metade do meu salário, mas é justamente para eu estar preparada. Então isso me ajudou muito e hoje tenho certeza que fez a total diferença para ir à Copa do Mundo e fazer uma excelente performance individual, tanto física como mentalmente.
Com essa aplicação e dedicação pelo objetivo, Gabi Nunes chega na Copa do Mundo e entende a dificuldade que a Seleção irá enfrentar em todos os jogos. Afinal, é o mais alto nível do futebol feminino mundial.
- A gente sabe que todo jogo vai ser difícil porque é Copa do Mundo. Todo mundo está preparada para justamente jogar esses jogos. Independente se um time é mais fraco ou mais forte. Todo mundo vai dar o seu máximo e vai querer ganhar. Então a gente sabe disso. A gente sabe que a França é um é um time ali que vai bater de frente, é um time dos melhores. A gente está preparada. A gente se enfrentou. Nessa preparação toda a gente enfrentou as melhores do mundo. Claro que um ficou faltando detalhes aqui e ali, mas a gente viu que os últimos jogos foram bem importantes para a gente, então viemos com essa confiança. A gente sabe que trabalhou muito. Futebol é ali dentro. Tenho certeza que está todo mundo animado. e empenhado para fazer uma ótima Copa do Mundo. E, principalmente, bater de frente com as melhores seleções. Isso é confiança. Se a gente ganha, já é uma confiança a mais que vem. Vai mostrando para todo mundo que a gente está ali, sabemos que não somos favoritas, mas melhor assim que a gente vai indo, indo... - disse Gabi Nunes.
Em meio à disputa da competição na Austrália, Gabi Nunes já tem no horizonte seu novo clube. De saída do Madrid CFF, ela foi anunciada nesta quarta-feira pelo Levante. A jogadora ressaltou que a permanência na Espanha foi pela fácil adaptação e também evolução no seu futebol. Com isso, será colega de Antonia, colega na seleção brasileira.
A seleção feminina já está em Gold Coast, na Austrália, para a preparação à Copa. O primeiro trabalho no gramado será na quinta-feira, dia 6, às 11h (de Gold Coast e 22h de quarta no horário de Brasília). A preparação segue no local até dia 18 de julho, quando a delegação segue para Brisbane, base do Brasil na primeira fase. A estreia na Copa do Mundo ocorre no dia 24 de julho contra o Panamá, em Adelaide - TV Globo e SporTV transmitem ao vivo e o ge acompanha em tempo real. O Brasil está no Grupo F da competição, que conta também com França e Jamaica.