Informações de Athletico tem retranca eficiente no primeiro tempo, mas falhas decretam derrota para o Flamengo; análise
Athletico tem retranca eficiente no primeiro tempo, mas falhas decretam derrota para o Flamengo; análise
Furacão "abdica" de jogar, não corre tantos riscos e consegue uma desvantagem mínima no Maracanã. Athletico volta a enfrentar o Fla na quarta-feira, na Ligga Arena, pelas quartas da Copa do Brasil
O Athletico conseguiu segurar o Flamengo por um tempo, mas erros individuais na etapa final decretaram a derrota por 2 a 1 na quarta-feira, no Maracanã. O Furacão sai em desvantagem nas quartas de final e precisa vencer na volta para avançar na Copa do Brasil.
A ideia inicial do técnico Wesley Carvalho não deu certo: ficar com a bola e deixar o adversário desconfortável, com a ciência de que o estádio com quase 61 mil pagantes poderia se voltar contra o time da casa. Com o gol de Canobbio, considerado "muito cedo" pelo interino, tudo mudou.
O Mengo, então, passou a jogar no campo de ataque, mas não conseguia furar o ferrolho atleticano, bem aplicado no 5-3-2. Contudo, na volta do intervalo, Madson fez pênalti bobo em Arrascaeta para Pedro converter, e Fernandinho não acompanhou Bruno Henrique no gol da virada.
Os times voltam a se enfrentar na quarta-feira, às 21h30, na Ligga Arena, por uma vaga na semifinal. Vitória do Athletico por um gol de diferença leva aos pênaltis, enquanto triunfo por dois gols classifica direto. O Fla joga pelo empate.
A lição que podemos levar do jogo é que podemos jogar, colocar a bola no chão e propor o jogo, como fizemos depois que tomamos o segundo gol. Acho que fomos muito bem na questão da marcação. Não deixamos que o Flamengo tivesse chances claras de gol.
Carvalho fez duas mudanças nas laterais: entraram o estreante Lucas Esquivel no lugar do improvisado Christian e Madson na vaga de Khellven. O sistema se manteve: 5-3-2 defensivo, que algumas vezes até virava linha de seis, e um 3-4-3 ofensivo, que raramente mudou para 3-2-5.
O gol de Canobbio após lançamento de Erick e disputa de Vitor Roque, de fato, pode ter atrapalhado o plano inicial do comandante atleticano. Em vantagem, logo no começo, naturalmente o Athletico ficou atrás esperando, enquanto o Flamengo foi para cima.
Os números da posse de bola comprovam o ataque x defesa: 80% a 20% para o time da casa. Apesar de ter a bola, o Fla não conseguia furar a boa marcação atleticana que, diferente do Felipão em 2022, não ofereceu chance alguma dentro da área. Arrascaeta, de falta, foi o único que assustou. A cabeçada de Pulgar foi tranquila nas mãos de Bento.
Mesmo com o placar favorável, a sensação era de que o Furacão poderia vir diferente no segundo tempo, até por já ter mostrado com Carvalho que é capaz de jogar ofensivamente. Não aconteceu, embora o treinador tenha declarado que conseguiu propor na segunda etapa.
A posse até subiu para 31%, mas depois de Pedro e Bruno Henrique virarem a partida. O primeiro gol saiu em um erro de Madson, que errou o timing duas vezes e fez falta em Arrascaeta na área - o camisa 9 bateu e fez. O segundo gol também veio da bola parada, cobrada por Arrascaeta, que parou na cabeça de Bruno Henrique - Bento saiu mal, e Fernandinho deixou o atacante escapar.
Bruno Henrique ainda teve uma chance clara no contra-ataque e só não fez porque Christian atrapalhou a finalização por cobertura - novamente Bento errou ao sair na meta. Já o Furacão só chegou em cabeçada fraca de Pedro Henrique e chute por cima de Christian.
O resultado fica de bom tamanho para o Athletico, que sai do Rio de Janeiro bem vivo para a partida em casa. O desempenho ficou aquém do esperado, mas a superioridade do Flamengo não foi perigosa como em anos anteriores. Como disse Wesley Carvalho: "o jogo está aberto".
São dois jogos. Não dá para tentar ser ofensivo desestruturando a equipe. Com três zagueiros, o time estava bem fechado, não dava para desmontar e arriscar levar o terceiro gol. Tem o jogo de volta e acreditamos muito nessa classificação.