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Greve dos servidores da educação de MT completa duas semanas sem acordo com o governo

10/06/2019 às 19:01

Autor: G1MT
Fonte: G1MT

A greve dos servidores públicos da educação completa duas semanas, nesta segunda-feira (10), sem acordo com o governo do estado. No total, cerca de 40 mil profissionais aderiram ao movimento, paralisando as atividades.

Os profissionais reivindicam o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 2018. Alegam ainda que o governo negou o direito aos trabalhadores da educação, mas concedeu ao legislativo e judiciário.

Os trabalhadores também cobram a convocação de profissionais aprovados em concurso público para preencher as vagas livres.

O governo informou que não tem condições de atender às reivindicações do servidores e que a concessão da RGA provocaria o estouro do limite de gastos com pagamento de pessoal, em 61%.

Os servidores realizam uma assembleia seguida de passeata na tarde desta segunda-feira. Na ocasião vão decidir se retomam as atividades ou mantém a greve.

 

Corte de pontos

 

No segundo dia de greve, o governo anunciou que iria cortar o ponto dos servidores que tivessem aderido à greve.

De acordo com a assessoria de comunicação, o estado decidiu obedecer à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do corte de ponto de grevistas.

“Conforme o STF, o ponto deve ser cortado imediatamente à deflagração do movimento grevista. Com o fim do movimento, os profissionais podem repor as aulas, caso haja acordo entre Poder Executivo e servidores, e serão remunerados pela reposição”, disse o governo em nota.

 

Salários

 

O governo também anunciou cortes nos salários dos profissionais em greve. Por um equívoco, os que não estão em greve também foram atingidos, mas a administração estadual informou que irá corrigir o erro.

 

Situação das creches

 

As creches do estado Maria Eunice Duarte de Barros e Nasla Joaquim Aschar continuaram atendendo normalmente durante a greve da categoria.

A maioria dos professores e servidores da educação que trabalham nas creches não aderiram ao movimento grevista. No entanto, o Conselho Escolar da unidade aprovou a paralisação das atividades.

Nessa quinta-feira (6) os professores e pais de alunos da creche Maria Eunice Duarte de Barros procuraram o governo para relatar a situação.

Eles afirmam que a greve pode prejudicar o andamento das aulas e que, a reposição de aulas, prejudicaria a interação dos pais com as crianças, visto que as aulas de reposição seriam nos finais de semana.

O governo informou que encaminhará as demandas apresentadas pela creche para análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e que uma reunião entre os pais e professores deve ser agendada com o procurador-geral do estado, Francisco de Assis da Silva Lopes.

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