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Governador de MT entra com representação contra promotor que denunciou escutas telefônicas

19/05/2017 às 10:17

Autor: G1 MT
Fonte: G1 MT

O governador Pedro Taques (PSDB) entrou com uma representação no Ministério Público do Estado, no Conselho Nacional do Ministério Público e na Procuradoria-Geral da República contra o promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança Pública do estado em 2015 e denunciou um esquema de escutas telefônicas operado pela Polícia Militar de Mato Grosso que incluía os números de telefone de políticos, advogados, jornalistas, servidores públicos e médicos, entre outros.

Acionada por Zaque, a PGR investiga se Pedro Taques sabia das escutas telefônicas e quem mandou que as interceptações fossem feitas. O promotor afirma ter assinado um documento, em outubro de 2015, enquanto secretário de Segurança, e entregue ao governador sobre a existência de um escritório clandestino de espionagem no estado.

Na representação, o governador acusa Zaque de falsificação de documento público, prevaricação e denunciação caluniosa. Ele diz que o documento citado pelo promotor foi fraudado e que o número de protocolo apresentado seria, na verdade, referente a um processo que tramita na Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) sobre a necessidade de conclusão de estradas em Juara, município a 690 km de Cuiabá.

G1 tentou falar com Mauro Zaque, mas ele não atendeu as ligações. Taques nega ter conhecimento do esquema de escutas telefônicas, que teria ocorrido entre outubro de 2014 e agosto de 2015. Entre os que tiveram os telefones grampeados estão a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), que faz oposição ao governador, e o advogado José do Patrocínio, que atuou na campanha do partido que perdeu as eleições para Taques, em 2014.

Os números foram incluídos a pedido da Polícia Militar numa suposta investigação aberta para apurar a participação de PMs no crime de tráfico de drogas. A inclusão de pessoas que não são suspeitas dos crimes apurados é conhecida como 'barriga de aluguel'. O pedido para que os telefones fossem interceptados partiu de um cabo da PM que atualmente é lotado na Casa Militar, no Palácio Paiaguás, onde fica o gabinete do governador.

Depois da denúncia da existência do esquema, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e a Polícia Militar anunciaram que abriram investigação para apurar o caso.

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