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Agentes penitenciários promovem evento beneficente para ajudar instituições e colega com distrofia muscular em MT

13/04/2018 às 11:28

Autor: Lislaine dos Anjos
Fonte: G1 MT

A gentes penitenciários de Mato Grosso irão realizar um almoço beneficente para arrecadar recursos que serão usados para auxiliar instituições filantrópicas e no tratamento de uma colega de trabalho de 35 anos, que sofre com distrofia muscular de cintura há quatro anos.

O evento, que é organizado pelo sindicato da categoria (Sindspen-MT), acontece no próximo sábado (14), às 12h [13h no horário de Brasília], no espaço Grande Oriente, em Cuiabá. Ingressos para a 2ª Feijo Sindspen custam R$ 35 e dão direito ao almoço.

De acordo com a organização, as instituições da Baixada Cuiabana beneficiadas com o evento são aquelas atendidas pelo projeto Agentes da Paz, que ajuda pessoas que vivem em condições precárias e sem ajuda do governo, principalmente adolescentes e idosos

Já 30% do valor arrecadado será destinado para a agente penitenciária Ana Maria de Paula Silva, que precisa de R$ 150 mil para fazer um tratamento com células-tronco na Tailândia, que visa dar mais qualidade de vida aos pacientes que sofrem com distrofia muscular. Esse tratamento não existe no Brasil, conforme Ana Maria.

"A expectativa com o tratamento é fazer com que eu não perca a mobilidade. Hoje, eu ando muito devagar. Se ando meio metro, já estou cansada. Além disso, com o tempo, causa fraqueza muscular respiratória e dificulta a fala e a deglutição", explicou a agente, em entrevista ao G1.

De acordo com a agente, a doença é autoimune e degenarativa progressiva, o que dificulta o tratamento. Ana Maria explica que aqueles que, para ter distrofia muscular, o paciente deve ter uma pré-disposição genética.

"Eu poderia viver a minha vida toda sem ter a doença. Porém, algo ocorreu e o gene desenvolveu", explicou.

Ana Maria conta que passou a sofrer com a doença em 2014, durante o curso de formação, quando precisou fazer esforço físico. "Percebi o cansaço extremo e fui atrás de tratamento médico. Sofri duas quedas e fui encaminhada para um neurologista", disse.

De acordo com a agente, que está afastada do trabalho há seis meses, apenas o tratamento que ela precisa fazer fora do paíus custa 29 mil dólares, porém, o valor de R$ 150 mil inclui os valores a serem gastos com a viagem e hospedagem dela e do marido, que deverá acompanhá-la.

Atualmente, a agente se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas e relatou que qualquer esforço da parte dela pode piorar o quadro da doença.

"Cada esforço vai piorando o músculo e agravando a situação. Segundo os médicos, um dia de esforço avança em seis meses a doença", disse.

Outros dois almoços já foram organizados por Ana Maria para tentar arrecadar dinheiro para o tratamento, o que somou R$ 2,5 mil. Além disso, a agente cirou um canal no Youtube, onde fala sobre a doença e como é o cotidiano dela.

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