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Conselho da JBS aprova recompra de quase R$ 2 bilhões em ações

11/02/2017 às 10:12

Autor: Por Reuters
Fonte: g1.com

a JBS, maior empresa de carnes do mundo, informou nesta sexta-feira (10) que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 10% das ações da companhia em circulação no mercado, o que em valores atuais movimentaria quase R$ 2 bilhões.

O programa, que tem duração de até 18 meses, envolve a compra de até 151.844.207 ações. Esse montante, multiplicado pelo valor de fechamento unitário do papel na Bovespa, R$ 12,06, levaria a operação a um total de R$ 1,83 bilhão.

 

Captação

 

No início deste mês, a empresa havia informado que captou US$ 2,8 bilhões por meio de uma linha de crédito garantida com vencimento em 30 de outubro de 2022, a fim de pagar empréstimos e alongar o perfil da dívida.

Do total de recursos obtidos, US$ 2,09 bilhões foram destinados ao pagamento de três empréstimos a vencer em 2018 (US$ 408 milhões), 2020 (US$ 486 milhões) e 2022 (US$ 1,19 bilhão). Conforme a empresa, a operação permitiu à JBS alongar o perfil da dívida e economizar US$ 8 milhões ao ano.

Os demais US$ 710 milhões captados pela empresa serão usados para pagar dívidas de curto prazo e mais onerosas, o que representará uma economia de US$ 50 milhões ao ano.

 

Investigações

 

Também neste mês, o Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal pediu à Justiça que afaste o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, e o presidente da fábrica de papel Eldorado Celulose, José Carlos Grubisich Filho, do comando das empresas. O grupo J&F é controlador da Eldorado e tem como carro-chefe o frigorífico JBS. A JBS é dona da Friboi. O MPF também solicitou bloqueio de bens e ativos de até R$ 3,8 bilhões.

À Justiça, o MPF argumentou que eles descumpriram um acordo firmado pouco após as denúncias da operação Greenfield, que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Os desvios são estimados em pelo menos R$ 8 bilhões.

A empresa também é citada em relatório da Polícia Federal aponta que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) atuava "em prévio e harmônico ajuste" com o ex-presidente da Câmara, deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina. Entre as empresas beneficiárias de empréstimos da Caixa na área de Geddel Vieira Lima estaria a JBS.

A empresa afirma que pauta suas relações na ética e profissionalismo e tem convicção da regularidade das suas práticas. "A companhia ressalta ainda que sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade.”

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